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Gastronomia

Gastronomia

Região de terrenos férteis e propícios à produção de legumes e fruta transformaram esta área, ao longo dos séculos, na mais importante região pomícola do país. A abundância e qualidade da saborosa e variada fruta local (como peras, maças, pêssegos, e alperces) e o vasto conjunto de leguminosas aqui produzidas são, ainda hoje, disso testemunho.

Tendo em conta a vocação pomícola, não é de admirar que um dos mais extraordinários doces portugueses de frutas seja proveniente daqui: a DELÍCIA DE FREI JOÃO, verdadeiro festival de frutas de Verão, bem maduras, a que se junta bastante açúcar e nozes picadas. Este não é o único exemplo da típica doçaria local. O PUDIM DE OVOS DOS FRADES DO CONVENTO DE ALCOBAÇA é outra receita cuja origem está bem patente na sua própria designação. Como também é de referir os BISCOITOS e as BROINHAS DE ALCOBAÇA e, nos arredores as QUEJADAS DO BÁRRIO (localidade perto da Vestiaria) e as TORTAS, QUEIJADAS E PASTEIS DE ALJUBARROTA.

São típicas ainda as TROUXAS DE OVOS, as GRADES DE ALCOBAÇA, os ESCALDADINHOS, os TRIÂNGULOS, as BROAS DE NATAL DE ALCOBAÇA, as BARRIGAS DE FREIRA, a LAMPREIA, os TACHINHOS À DOM ABADE e as TORTAS DE ALJUBARROTA.

Não podemos terminar sem referir o PÃO-DE-LÓ DE ALFEIZERÃO, sem dúvida um dos mais famosos do país, pelas características especiais que apresenta.

 

História do Pão-de-ló de Alfeizerão
Diz a tradição, que a receita do Pão-de-Ló pertencia às freiras do Convento de Cós e teria sido transmitida a algumas senhoras da terra que em dias de festa confecionavam esta receita original. Um dia, o Rei D. Carlos fez uma visita a esta localidade e logo chamaram uma dessas senhoras para convencionar um Pão-de-Ló para o Rei. Tamanho era o desejo de bem servi-lo, que a cozedura ficou incompleta! Ao invés do esperado, esta atrapalhação resultou num enorme sucesso que mereceu a preferência do Rei e o aplauso dos presentes. Estava, assim, descoberto o Pão-de-Ló de Alfeizerão.

Mas não é só através da doçaria que a gastronomia regional se exprime, nesta zona.

Tradicionalmente rica em matas pejadas de caça que se entremeavam com os fecundos terrenos de cultivo, junto de um mar que convida à pesca e ao comércio, cursada por rios e ribeiros de águas límpidas, Alcobaça sempre foi terra de fartura, bem conhecida, ainda hoje, pelas suas frutas, pelos seus vinhos, pelos seus azeites e pelo seu pão.

Ao longo do século XX surgiram algumas especialidades que se tornaram autênticos cartões de visita gastronómicos de Alcobaça.

A mais conhecida é o FRANGO NA PÚCARA (inicialmente com perdizes e pombos) preparado com cebolinhas, presunto e toucinho entremeado, que deverá ser obrigatoriamente provado por quem visita a cidade.

Outra especialidade local é o CHERNE À FREI JOÃO criada em 1955 pelos empregados do Restaurante Floresta (encerrado) em homenagem ao cozinheiro-mor da Abadia. O saboroso cherne à Frei João, tradicionalmente servido em pratos de barro, é acompanhado com puré de batata.

Os negritos, as farinheiras, os chouriços, as morcelas de arroz e as migas, características de toda a Alta Estremadura, não são aqui, no entanto, menos importantes. Tal como as grossas e variadas sopas de feijão enriquecidas com as muitas hortaliças.

Em São Martinho do Porto é típica a SOPA DE NAVALHEIRA.

 

Também para servir à mesa não se podem esquecer as FRUTAS: famosas, de boas castas, múltiplas e saborosas.

Finalmente não se pode deixar de fazer referência aos VINHOS da zona de Alcobaça.

Numa das maiores regiões vitivinícolas do país em termos de área de vinha e de produção de vinho, a área da região de produção da Indicação Geográfica Lisboa, distingue-se uma vasta região de vinha que se estende desde as encostas das serras dos Candeeiros e de Aires até ao mar. Ali, produzem-se os vinhos com direito à Denominação de Origem "Encostas d'Aire" as sub-regiões desta DO, "Alcobaça" e "Ourém".

Na Adega de Alcobaça produzem-se os vinhos “Montes” e “Pé da Serra”, o “Levadas dos Monges”, bem como o abafado “Frade”.

Já as vinhas da Quinta dos Capuchos oferecem os vinhos “Monte Capucho”, “Memória” e “Vício”.

Não esquecer os licores, de origem conventual.

A GINJA DE ALCOBAÇA, de fabrico local, está em expansão e são vários os produtores que nos brindam com este néctar.

 


Gastronomia
Sabores marcantes, ricos e variados que refletem a riqueza da região.

 

Sopas
Sopa de Lagosta
Misturadas 

Peixe
Cherne à Frei João 

Carne
Frango na Púcara

Doces
Delícias de Frei João
Pudim de Ovos dos frades do Convento de Alcobaça
Queijadas do Bárrio
Gradinhas de Alcobaça
Tachinhos à Dom Abade
Pão-de-Ló de Alfeizerão 

Bebidas
Vinhos DOC Encostas d’Aire – sub-região de Alcobaça
Ginja de Alcobaça
Maçã de Alcobaça

 


 

Ainda mais iguarias do Concelho

Alcobaça: Frango na púcara, Cherne à Frei João, Gradinhas de Alcobaça, Queijadinhas e Tachinhos D. Abade, Doces conventuais, Bolas e Pastéis de nata.
Alfeizerão: Pão-de-ló de Alfeizeirão, Cozido à portuguesa, Bacalhau à Viamar, Bacalhau à Avozinha e Enchidos.
Bárrio: Queijadas do Bárrio.
Cela: Misturada de papas com bacalhau assado, Coelho com coentros, Arroz com feijão, Carne grelhada, Bolo de noivo, Broas de mel ou broas de passas.
Montes: Ervilha com palaio e Arroz da arreigada.
Évora de Alcobaça: Frango na púcara, Morcelas de arroz e chouriças, Bolo Rei.
Martingança: Enguias fritas, Misturadas, Filhós, Bolo de poceira.
Turquel: Bolo de noiva.
S. Martinho do Porto: Sopa de lagosta, Navalheiras, Arroz de marisco.
Vimeiro: Cozido à portuguesa, Coelho à caçador, Sopa de feijão, Pão-de-ló e Tarte de frutas.

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